Adolescentes são atropeladas e mortas em Londrina
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Danilo Marconi e Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
Londrina Duas irmãs adolescentes uma de 16 e outra de 12 anos - foram atropeladas e mortas por um motorista alcoolizado na madrugada de ontem em Londrina. O acidente aconteceu no acostamento da avenida Brasília (BR-369), saída para Ibiporã (zona leste), por volta das 4 horas.
O motorista de ônibus Rômulo Andrade da Silva, 24 anos, que trabalha numa empresa de transporte coletivo, conduzia uma Volkswagen Saveiro com placas de Ibiporã quando atingiu as garotas. Ele está internado na Santa Casa de Londrina com suspeita de lesão cervical. Até o início da noite de ontem, Silva estava escoltado por policiais rodoviários federais, que o autuaram em flagrante. A embriaguez foi constatada no teste de bafômetro.
Conforme relatos feitos por curiosos que acompanharam o atendimento das vítimas, elas retornavam de um baile funk realizado nas imediações do acidente. Uma fonte do Instituto Médico-Legal (IML) confirmou à Folha que a garota mais velha estava com uma pulseira rosa fosforescente, peça normalmente utilizada para permitir o reingresso em festas.
O conselheiro tutelar de plantão, Carlos Leite, disse à reportagem que o caso será averiguado. "Na idade delas, não é permitido ir a uma festa sem a presença de um responsável adulto, tampouco circular em via pública. Tanto os promotores da festa quanto os pais poderão ser responsabilizados criminalmente por ferirem o Estatuto da Criança e do Adolescente", afirmou.
A perícia ainda não sabe informar qual era a velocidade da Saveiro no momento do atropelamento. A marca da frenagem do veículo tinha mais de 15 metros. O impacto foi tão forte que parte da lataria do utilitário foi rompida. Segundo o IML, as vítimas sofreram múltiplas fraturas, inclusive traumatismo craniano. Pelo acostamento ficaram espalhados calçados e vestes das vítimas, que serão sepultadas hoje em Ibiporã.
Os pais do motorista ficaram perplexos ambos foram ao local do acidente horas depois. "A gente fala tanto, orienta, é um homem e não mais uma criança", lamentou a mãe, Valéria Silva. "Fazia cinco dias que ele havia comprado esse carro, sempre foi um menino normal e motorista competente", disse o pai, José Severino.


