São Paulo, 16 (AE) - O número de telefones celulares na Itália passou dos 26 milhões na semana passada e já supera, ligeiramente, a telefonia fixa no país. Isso significa que 36% dos italianos têm um telefone móvel no bolso, perdendo apenas para os países nórdicos, principais fabricantes de celulares, e para Hong Kong.
Nos seis primeiros meses deste ano, cerca de 4,5 milhões de novos clientes se somaram aos que já possuiam o que os italiano chama de "telefonino". Uma das razões para o rápido e forte crescimento de assinantes no país são os adolescentes, uma vez que o "mercado dos profissionais" ficou saturado.
De acordo com um estudo da Demoskopia, citado pelo jornal espanhol "El País", 55% dos adolescentes italianos têm um celular e 40% destes o consideram um "companheiro" do qual não se pode prescindir. Cerca de 17% dos adolescentes entrevistados reconhecem ainda que não desligam os seus celulares nem mesmo na sala de aula.
Os motivos declarados para a "devoção" italiana ao celular estariam, de acordo com uma pesquisa do Instituto Italiano de Estatística, nas raízes da mesma idiossincrasia italiana, onde a família representa tudo. Dos entrevistados, 47% asseguram que não se separam do "telefonino" para poder estar em contato permanente com seus parentes e amigos.
As razões profissionais que exigem o uso do celular ficam para um segundo plano, com um percentual bem mais reduzido
19,4%, seguido de perto, com 12,4%, por aqueles que dizem usá-lo por prazer, "com quem querem, em qualquer momento e em qualqre lugar".
O "telefonino" é um cordão umbilical da alta tecnologia, que une a grande família italiana, dizia uma ampla reportagem sobre o assunto publicada recentemente pelo "Il Corriere della Sera". "A devoção por esse pequeno instrumento de comunicação está intimamente ligada à mentalidade e aos costumes italianos", afirmava a reportagem.
O fenômeno do celular na Itália é impressionante e parece estar longe de ter tocado o teto. "Não há italiano que se preze, contando as devidas exceções, que não porte um celular
seja no trabalho, no trem, no ônibus, no carro ou até mesmo na lambreta", afirmava a reportagem do "Il Corriere".
A TIM, subsidiária da Telecom Italia, continua sendo o principal operador dos quatro que controlam a telefonia móvel no país, com 16 milhões de assinantes. Mas a velocidade de crescimento está nas mãos da Omnitel, segundo operador na Itália (controlado pela alemã Mannesmann), que já conta com 8 milhões de clientes.

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