Adolescentes mascarados ferem filho do cantor Rojtemberg em tentativa de assalto
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sexta-feira, 26 de novembro de 1999
Por Clarissa Thomé 
Rio, 26 (AE) - Armados e mascarados, quatro adolescentes da zona sul tentaram assaltar na madrugada de hoje a casa do cantor Naum Rojtemberg, em Botafogo, no Rio. Eles dominaram a empregada da família, que abriu a porta da casa, e ameaçaram a mulher de Rojtemberg, a produtora de eventos Elizabeth, de 45 anos. O filho do cantor, Bryan, de 15 anos, foi ferido a faca ao lutar com os assaltantes, que fugiram sem nada levar. Bryan levou 27 pontos na cabeça e reconheceu os criminosos.
Seriam adolescentes de uma gangue do bairro. Rojtemberg gravou seis discos e é conhecido como "cantor ecológico". A tentativa de assalto ocorreu às 2h30 da madrugada. Elizabeth estava no segundo andar da casa quando viu dois homens com máscaras inspiradas no filme de terror "Pânico", subindo as escadas. "Estava vendo um filme e pensei que fosse a minha imaginação", contou a produtora. "Só me dei conta quando ele colocou o revólver na minha frente."
Os gritos de Elizabeth acordaram Rojtemberg, que estava no quarto do casal. Um dos assaltantes tentou forçar a entrada, mas foi barrado pelo cantor. A confusão despertou Bryan, que se jogou sobre um outro ladrão. O criminoso que mantinha uma faca encostada no pescoço da empregada identificava como Francidalva avançou contra o estudante, ferindo-o na cabeça e na testa. Pai e filho conseguiram expulsar os três assaltantes. O quarto integrante da quadrilha esperava em frente à casa da família, em uma vila. Elizabeth e Naum colocaram o filho no carro para levá-lo ao hospital, mas os assaltantes haviam bloqueado a única saída da vila. "Eles atiraram e tivemos que voltar para casa", contou Elizabeth. "Meu filho sangrava muito e não dava para saber a dimensão do ferimento; achei que ele fosse morrer".
A confusão acordou a vizinhança e os assaltantes fugiram. Em depoimento à polícia, Bryan disse que os assaltantes fazem parte da gangue Legião Quarenta, acusada de furtos ao Shopping Rio Sul. "Sou lutador de jiu-jítsu e os conheço aqui da rua: são garotos de classe média, não são pobres, não". Bryan, que é pai de uma menina de 20 dias, diz não ter medo de represálias. "Eu só agi assim porque vi minha mãe correndo risco, mas se todo mundo tiver medo da violência ela toma conta da vida da gente", afirma.


