Eles se encontram na rua com quem conhecem na internet e não avisam os pais. Boa parte das 875 crianças e adolescentes que responderam à pesquisa da organização não-governamental (ONG) SaferNet admitiu uma conduta que transfere para a vida real os riscos de um mundo virtual, em que a vigilância é baixa e a criminalidade quase dobra a cada ano, segundo o Ministério Público Federal.
  Outro dado mostra que a prática pode ser ainda mais disseminada. Mais da metade (56%) das crianças e adolescentes disse ter amigos virtuais que já foram conhecer pessoalmente. Em 65% das vezes, ninguém da família soube desse contato. Os encontros ocorrem apesar de a maioria dos pais reprovar a conduta. G., de 15 anos, abriu o Orkut e viu um recado deixado no seu perfil: o rapaz se identificava como um adolescente de 15 anos e pedia para ser ‘‘adiciona-do’’ ao MSN. Ao ver o álbum de fotos do novo contato, se deparou com imagens eróticas de um adulto. ‘‘Ele estava de cuecas e parecia bem mais velho.’’ Depois de alguma insistência, o homem desistiu de manter contato com G.. O adolescente se livrou de um possível encontro com um pedófilo.
  O esquema é quase sempre igual: a aproximação é feita a partir de sites de relacionamento, evolui para conversas online e num bate-papo se faz um convite mais ousado. (Folhapress)

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