Adolescente pega 'rabeira' e morre atropelado
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Cambé - Uma brincadeira tão perigosa quanto comum teria sido a causa do atropelamento e morte do adolescente Jéferson Diego de Lima, 17 anos, no final da tarde de ontem em Cambé (Norte do Estado). Conforme apuração inicial da perícia e do relato de testemunhas, o jovem estava pegando carona na lateral dianteira esquerda do ônibus - prática conhecida como ''rabeira'' - e, ao cair, foi atingido na cabeça pela roda traseira.
O ônibus da Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL) - linha 307/Avelino Vieira - havia acabado de fazer uma curva na rua Barão de Cerro Azul e subia a avenida Marechal Hermes da Fonseca quando aconteceu o acidente. Segundo o perito Luiz Carlos Kovacs, o adolescente teria aproveitado a pouca velocidade do veículo para se segurar no paralama dianteiro esquerdo junto com outros dois colegas. Pelas marcas deixadas na lateral do ônibus, o jovem se desequilibrou, caiu e acabou atingido na cabeça pela roda traseira.
O médico do Siate, Gustavo Queiroz, foi acionado rapidamente mas ao chegar ao local do acidente já encontrou a vítima sem vida. ''Ele teve perda de grande quantidade de massa encefálica e a morte foi instantânea'', afirmou o médico.
A família do garoto mora no Jardim Maracanã, bairro da Zona Oeste de Londrina distante poucas quadras do local. A mãe tentou se aproximar do corpo do adolescente mas precisou ser amparada e sedada pelos socorristas do Siate. O motorista do ônibus, Jocimar Dutra Reginaldo, 26, foi retirado do local pela Polícia Militar. Ele estava em estado de choque e não soube explicar como aconteceu o acidente.
O encarregado de tráfego da TCGL, Daniel Martins, lamentou a morte do adolescente mas alertou para o fato de que a prática da ''rabeira'' está se tornando cada vez mais comum em Londrina e região metropolitana. Ele disse que a empresa até colocou acessórios nas traseiras dos ônibus para dificultar a ''brincadeira'' mas os adolescentes continuam se arriscando. ''Neste caso mesmo, o adolescente estava no rodado dianteiro e o motorista não tinha como vê-lo pelo retrovisor'', concluiu Martins.


