Adolescente explode bombas em ônibus
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quinta-feira, 24 de maio de 2007
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Depois de uma tarde inteira de atividades e quando já estavam retornando para suas casas, 76 adolescentes que frequentam a Guarda Mirim de Londrina fizeram uma parada na Delegacia Central. O motivo: um dos jovens detonou duas bombas no ônibus da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) que seguia da sede da entidade para o Terminal Urbano. O motorista disse que este não foi o primeiro ato de vandalismo do grupo e que é ''quase insuportável cumprir o itinerário'.
O ônibus estacionou em frente ao plantão da 10Subdivisão Policial pouco antes das 18 horas. O motorista, Custódio Napoleão da Silva, contou que seguia com ônibus quando ocorreram dois estrondos de bomba dentro do ônibus. ''Na semana passada, eles já tinham soltado uma. Hoje, decidi registrar a queixa na delegacia antes que alguém saia machucado'', argumentou. Silva desabafou: ''É quase insuportável ter que todo dia aturar a bagunça e o desrespeito dos adolescentes''.
Mesmo em frente à delegacia, o clima dentro do ônibus continuou conturbado. Os adolescentes faziam sinais para as câmeras da imprensa, faziam ameaças e permaneciam em pés nos bancos enquanto gritavam. ''Quando eu sair daqui, vão fazer coisa pior ainda'', reclamou o motorista.
O fiscal da TCGL, José Garcia, permaneceu na delegacia para registrar a ocorrência com o objetivo de identificar o adolescente que detonou os artefatos, uma vez que ninguém assumiu a culpa pelo ato de vandalismo. ''É uma prática irresponsável porque pode provocar ferimentos nos passageiros'', ressaltou. Ele lembrou que a empresa mantém um convênio com a Guarda Mirim para fazer o transporte dos adolescentes e que, em vista dos problemas, deverá contatar a direção da entidade para tentar uma solução conjunta.
A diretora educativa da Guarda Mirim, Luíza Cavazotti, concordou com a atitude tomada pelo motorista do ônibus. ''Ele agiu de forma correta ao tomar as medidas que achou corretas'', comentou. Ela explicou que, quando ocorrem atos de indisciplina, a direção ouve os envolvidos para tentar contornar o problema.


