Londrina - Um adolescente de 17 anos foi morto a tiros dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Sabará, na zona leste de Londrina. O crime, que aconteceu no final da noite de sábado, deixou em pânico os servidores de plantão e as pessoas que esperavam por atendimento.
A ação teve início na avenida Arthur Thomas. Segundo informações da Polícia Militar, o jovem transitava de carro quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta. A dupla disparou várias vezes contra o veículo e acertou o jovem na perna, causando fratura grave.
O adolescente teria então buscado socorro na UPA do Sabará. Na confusão, ele bateu o carro na entrada do prédio e entrou na unidade médica pedindo atendimento.
Instantes depois, os atiradores invadiram a UPA e executaram o adolescente com tiros na cabeça, dentro de uma sala de atendimento. Os suspeitos fugiram em uma motocicleta. O sepultamento de está marcado para hoje, às 14 horas, no Cemitério Jardim da Saudade.
O perito Fábio Mira, do Instituto de Criminalística, informou que a movimentação foi flagrada pelo circuito interno da UPA. Houve muita correria de funcionários e pessoas que aguardavam na fila.

Mais segurança


O crime reforçou o pedido por mais segurança na UPA do Sabará, que fica aberta 24 horas para atendimento ao público. O diretor de urgência e emergência da unidade, Eduardo Cristofoli Silva, informou que dois guardas municipais faziam a proteção do local no momento do crime. O médico adiantou que uma reunião de emergência será realizada para discutir formas de melhorar a segurança na unidade. "Foi um evento direcionado contra uma pessoa. As portas da UPA estão abertas para atender as pessoas e não para ser o cenário de um crime como esse", reforçou. O diretor afirmou que as imagens das câmeras de segurança serão entregues para a polícia.

‘Guardas armados’


O morador do Jardim Sabará Wesley Eduardo Alves, 22 anos, disse que o ideal seria que os guardas municipais permanecessem armados na UPA. "Hoje, do jeito que está, só podem evitar algum tipo de confusão provocada por longa espera e revolta dos pacientes, protegendo os atendentes ou médicos de sofrerem algum tipo de agressão. Eu também sou vigilante e sei que os próprios guardas ficam expostos a esse tipo de invasão e não tem outra coisa a fazer, se não sair correndo do tiroteio." (com Equipe Bonde)

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