Adolescente é internada para desintoxicação
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domingo, 06 de março de 2005
Rose Mary de Souza<Br>Agência Estado 
Campinas - Única sobrevivente da família que morreu envenenada com arsênico em janeiro, M.M.C, de 15 anos, foi internada em um hospital para desintoxicação assim que retornou a Campinas, no final da noite de sexta-feira. Ela reclamou de dores abdominais e nas mãos, disse o advogado Daniel Keleti representante da família. A adolescente estava em um hotel no município de Cascavel (PR) e pediu à polícia para voltar. A garota havia fugido da casa da avó no dia 21 de fevereiro.
A apuração do caso está sob segredo de Justiça. Morreram o pai de M.M.C., médico homeopata Hudson da Silva Carvalho, de 46, a mãe Thelma Almeida Migueis, de 43 e a irmã Layla Migueis Carvalho, 17 anos. Todos intoxicados com arsênico. Exames clínicos apontaram que M. também havia ingerido a substância.
Um laudo divulgado no mês passado pelo Instituto de Toxicologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) apontou a presença de arsênico no organismo de M. que estaria correndo risco de vida entre outras complicações de saúde.
A assessoria de imprensa do Hospital das Clínicas da Unicamp informou que, de acordo com a Procuradoria Jurídica da Universidade, não poderia confirmar ou negar a internação da adolescente. De acordo com o advogado, a internação da jovem foi autorizada por uma juíza plantonista em um excelente hospital, despistou. Ela está bem.
Assim que sair do hospital, deverá prestar esclarecimentos aos delegados que conduzem o inquérito. O advogado Daniel Keleti diz que a família está disposta a encarar os fatos e vai aceitar qualquer que seja a conclusão da investigação policial. Doa a quem doer. Envenenamento acidental, por alguém da família ou de fora, seja o que for.
Quanto à fuga para Cascavel, o advogado diz que ela estava se sentindo acuada e temia ser apontada como culpada pelos fatos. Em outubro do ano passado a garota havia fugido da casa dos pais e foi para o Rio de Janeiro. Esteve na casa de um tio que a trouxe de volta. Na ocasião o pai registrou um B.O. (boletim de ocorrência) sobre seu desaparecimento justificando que a garota sofria de bulimia.


