Adolescente é espancada em colégio de Londrina
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sexta-feira, 02 de março de 2012
Danilo Marconi <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - Uma estudante do 1º ano do Ensino Médio, de 15 anos, foi espancada no interior do Colégio Estadual Professora Olympia Morais Tormenta, no Conjunto Semíramis Braga (Zona Norte de Londrina). A agressão ocorreu ontem de manhã, durante o intervalo.
A garota, que já vinha sendo ameaçada por um grupo de estudantes, tentava ir ao banheiro quando fui surpreendida por chutes e pontapés. ''Elas me provocam bastante e me chamam de loira azeda. Estava indo ao banheiro quando me perguntaram o porquê da cara feia. Respondi que era a única que tinha e então levei um tapa na cara. Depois me jogaram no chão e me bateram mais ainda'', disse a vítima, que foi socorrida pelo porteiro do colégio.
''Ela chegou aqui na coordenação bastante confusa e meio desacordada. Ela tem histórico de comportamento normal, sem maiores problemas e não havia motivo para tanto, foi tudo muito banal'', analisou o diretor Antonio Marcos Rodrigues Gonçalves.
A vítima foi levada ao Hospital da Zona Norte, onde recebeu atendimento e foi liberada em seguida. Entre os seis agressores havia um garoto. O grupo fugiu do colégio depois da confusão. Mesmo com a gravidade do caso, ninguém deve ser suspenso ou expulso do colégio. ''Identificamos três nomes e vamos chamá-los com os pais. O nosso regimento não prevê punições quando acontece isso (briga entre alunos). Nossa medida é mais acalmar do que punir. Internamente, vamos fazer um trabalho pedagógico com o grupo (de agressores)'', revelou.
A impunidade pode ser revista pelo Núcleo Regional de Educação. ''Vamos analisar os fatos. Ainda é prematuro afirmar, mas a posição pode ser revista'', afirmou a chefe do Núcleo, Lucia Cortez.
A garota recebeu alta hospitalar depois de cinco horas e registrou queixa crime contra os agressores na Delegacia do Adolescente. A estudante estava acompanhada pela mãe, que se mostrava bastante preocupada. ''Poderia ter acontecido algo pior. Queria saber o que os pais delas falam sobre isso. Para mim, o caso não pode ficar impune'', disse a comerciante Vilmara Galves.
A mãe também está preocupada com o desempenho da filha nos estudos. ''Mesmo se a parte física estiver boa, mas e o psicológico? Será que ela vai sentar na sala e estará focada e vai conseguir prestar atenção?'', questionou. A vítima não deve mudar de colégio.
O psicólogo Eugênio Dal Molin garante que todos os personagens dessa história, vítima e agressores, precisam de acompanhamento profissional e que a punição é, sim, uma atitude pedagógica. ''A impunidade nesse tipo de caso traz problemas para quem é agredido, sim. Não quer dizer que as agressoras têm que ser presas, mas tem que ficar claro que todo ato tem consequências. Uma pessoa com 16 já pode votar e ela sabe qual o reflexo desse tipo de ato na sociedade. Se o ato é socialmente reprovável e legalmente condenável, uma atitude pedagógica como a suspensão é plausível. É importante a adolescente saber que a resposta social para casos dessa natureza é severa a esse ponto'', refletiu.
Outros casos
O Conselho Tutelar da Zona Norte recebeu ontem outra denúncia de estudante agredido. O segundo caso aconteceu à tarde no Colégio Estadual Professora Adélia Dionísio Barbosa. A vítima seria um garoto de 11 anos e o motivo da briga, lanches. ''Uma mulher ligou falando que o menino está cheio de hematomas. A briga começou dentro do colégio e terminou na rua após intervenção de adultos'', disse o conselheiro tutelar Alisson Poças.
Em Foz do Iguaçu (Oeste)Uma estudante de 18 anos foi morta a tiros logo depois de sair do colégio, na noite de quinta-feira, em Foz do Iguaçu (Sudeste). Ela teria marcado um encontro depois da aula e no local foi surpreendida. A Delegacia de Homicídios suspeita de crime passional e já tem suspeito para o crime.


