Adolescente de 16 anos morre por hantavírus
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quinta-feira, 10 de junho de 1999
Por Luiz Carlos Lopes (especial para a AE) 
Marília, 11 (AE) - A Vigilância Epidemiológica de Marília confirmou hoje o registro de mais um caso de hantavírus na região da Alta Paulista. Desta vez, a doença, transmitida nos contatos com excrementos de ratos silvestres, causou a morte de um jovem de 16 anos residente em Lucélia (SP). Em 1998, duas pessoas morreram em Tupi Paulista e Nova Guataporanga (SP) e, em todo o Estado, foram registrados cinco mortes causadas por hantavírus.
Segundo a diretora-técnica regional da Vigilância Epidemiológica, Akemi Fuonke, no início da próxima semana, técnicos do Instituto Adolf Lutz e da Divisão de Zoonose da Vigilância deverão chegar à região para iniciar o trabalho de captura de ratos com o objetivo de identificar o local do foco de contaminação.
Apesar de residir em Lucélia, a vítima cuja morte óbito ocorreu no dia 1º, estava trabalhando no corte de cana para uma destilaria de álcool em Caiabu, região de Presidente Prudente (SP).
Ele começou a apresentar síndrome pulmonar no dia 21 e foi levado para a Santa Casa de Misericórida de Adamantina (SP), onde morreu.
Segundo Akemi, a suspeita principal é de que ele tenha sido contaminado no local de trabalho, em Caiabu, motivo por que a captura de roedores deverá ser iniciada por aquele município.


