São Paulo - A adolescente M.F.,14, filha de um ex-PM, confessou ontem à polícia que forjou o próprio estupro na noite do dia 25 de junho, no Quintino Facci 2, em Ribeirão Preto (314 km de SP).
  De acordo com o depoimento, ela se cortou e introduziu pedaços de pedra e caco de vidro na vagina, além de fazer cortes pelo corpo para justificar o atraso na volta para casa, pois já era 23h30 e o horário dela chegar em casa era até 22h -horário que saiu de uma igreja evangélica.
  A conseqüência da mentira foi a prisão, por 28 dias, de três supostos envolvidos no caso: dois menores. Foi uma gravação encontrada pela mãe de um deles em um aparelho de MP3 que estava na casa do rapaz, que ajudou a tirar o filho da cadeia. A mãe ia vender o aparelho para pagar um advogado e resolveu escutar o que estava gravado.
  Na gravação, feita por um dos menores, a adolescente pedia para eles rasgarem a blusa dela e baterem nela até sangrar. Antes de forjar o estupro, a adolescente manteve relação com três rapazes, mas admitiu que o sexo foi consentido por ela. Foi depois de transar com eles, que ela pediu para o estupro ser simulado. ‘‘Quando ela pediu isso para a gente, nós pensamos que ela era louca’’, disse o menor.
  A adolescente foi deixada na praça, nua e sozinha, segundo depoimento das testemunhas, e foi sem roupa até a linha do trem, onde forjou o estupro e se jogou do barranco cinco vezes.
  No depoimento à polícia, a jovem afirmou ser usuária de cocaína e disse que estava drogada no momento. ‘‘A declaração da adolescente é de arrepiar os cabelos. Ela contou com detalhes como se cortou e como o fato ocorreu. Os detalhes têm lógica e coincidem com o depoimento dos rapazes’’, disse a delegada Maria Moura Campos.

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