Londrina - Uma adolescente de 14 anos está internada com criptococose desde a semana passada no Hospital Universitário (HU) de Londrina. A suspeita é que ela tenha sido contaminada pelo fungo Criptococos gatti, encontrado normalmente em cascas de árvores, diferente do Criptococos neoformans presente nas fezes dos pombos. O caso vem sendo investigado pelo setor de Infectologia.

Jéssica Soares Monteiro faz uso de dois medicamentos, um repassado gratuitamente pelo hospital, o outro é importado e vem sendo adquirido pela família. Cada caixa do composto cinco flucitosina, comercialmente chamado de Ancotil, custa R$ 600 e só dá para 12 dias de tratamento.

Familiares e amigos da adolescente lançaram uma campanha na internet para tentar arrecadar fundos e financiar o tratamento. No microblog da garota foram deixadas várias informações sobre a grave doença, que compromete principalmente a visão e pode até levar a morte, e revela os dados bancários da jovem para qualquer contribuição. "Temos recebido muitas mensagens de apoio e carinho, além de contribuições", disse a tia da adolescente, Lucilene Dorigo.

Mesmo fazendo uso dos medicamentos, Jéssica Monteiro ainda tem o quadro instável. "Ela apresenta recaídas. Sexta-feira estava bem e depois teve uma forte dor de cabeça e ânsia. Hoje (ontem) ela estava melhor e chegou até a caminhar", contou a tia. "Estamos confiantes. Há uma corrente de oração grande entre a comunidade e temos fé que ela vai se recuperar."

No entanto, a família vem tendo dificuldades para adquirir o medicamento importado. "Essa semana devemos pedir a outra caixa do remédio, estamos providenciando a aquisição. Estamos otimistas para comprar a terceira caixa com doações repassadas, daí em diante é incerto", lamentou.

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