Adoções internacionais no Brasil já são menores
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quinta-feira, 24 de julho de 2008
Agência Graffo 
Caiu o número de adoções internacionais no Brasil no último ano, de 432 em 2005 para 348. O números de entidades que encaminham as crianças para famílias estrangeiras também sofreu redução, de 47 para 29. Os dados fazem parte de um levantamento da Secretaria Nacional de Direito Humanos.
Entre as principais causas apontadas para a diminuição estão a maior fiscalização do governo e a política de juízes para manter as crianças no país, facilitando a adoção para brasileiros.
Atualmente, o processo de adoção de crianças pode durar cerca de quatro anos por causa da burocracia. Estima-se que 80 mil crianças e jovens vivam em abrigos no País. Cerca 10% dessas crianças estão em condições jurídicas de serem adotados e aguardam pessoas com interesse de lhes dar um lar.
Novas regras fazem parte da Lei Nacional de Adoção que desde 2006 está em tramitação na Câmara. Entre as principais medidas, estão a agilidade ao processo de perda do poder familiar, que retira legalmente crianças da guarda dos pais naturais, a licença-paternidade para pais adotivos, a possibilidade de adoção de maiores de 18 anos e a dificultação de estrangeiros na adoção de crianças brasileiras.


