Admiradores lembram aniversário de morte de Diana
Londres, 31 (AE-AP) - Dois anos depois do acidente de automóvel que matou a princesa Diana em Paris, flores e fotografias voltaram a decorar os portões de sua antiga residência, o palácio de Kensington, onde os admiradores se reúnem para lhe render homenagens. "Segundo aniversário da morte de Diana, a Rainha dos Corações", dizia um cartaz. "Aonde está o memorial à Diana?", indagava outro. Nas últimas semanas, o tablóide britânico Mirror vem fazendo uma campanha para que seja erguido um monumento à Diana. O jornal informou que recebeu até o momento 144 mil chamadas telefônicas favoráveis à iniciativa. Uma comissão para discutir o assunto foi estabelecida no ano passado e propôs a construção de um jardim comemorativo próximo ao palácio de Kensington. No entanto
os planos foram silenciosamente colocados de lado após fortes objeções dos moradores locais. Hoje (31), a Real Sociedade da Rosa lançou um novo tipo de flor em homenagem à princesa. A nova flor, Rosa da Inglaterra, é de cor rosa creme, com tons amarelados. "Essa é uma rosa de grande delicadeza e charme. Não consigo pensar em outra rosa mais adequada para receber o nome da princesa", disse David Austin, seu criador. Os filhos de Diana, os príncipes William, de 17 anos, e Harry, de 14, passarão o dia (31) em Balmoral, a residência real na Escócia. No domingo, eles assistiram uma cerimônia fúnebre em homenagem à sua mãe, acompanhados do pai, o príncipe Charles, da rainha Elizabeth II e de outros membros da família real. Desde a meia-noite de hoje (31), o palácio de Kensington foi local de peregrinação dos admiradores da princesa. John Loughrey
de 44 anos, chegou à meia-noite e ali permaneceu em vigília. "Estive aqui no ano passado e passei quatro sem dormir quando soube de sua morte", disse. "Pretendo volta aqui todos os anos nessa data", acrescentou. Jackie Williams, que recentemente emigrou da Austrália para Londres, depositou um bouquê no local. "Voltarei aqui todos os anos para pagar meu tributo à essa mulher inacreditável", disse. Em Paris, a polícia francesa colocou guardas ao redor da Chama da Liberdade, estátua parisiense que se tornou santuário da princesa. A expectativa era de que uma multidão de admiradores se reunisse no local para prestar uma homenagem. O monumento, uma réplica da Estátua da Liberdade de Nova York, foi doada à cidade em 1987 pelo International Herald Tribune - baseado em Paris mas de propriedade de um grupo norte-americano -, como um monumento aos direitos humanos e a amizade entre França e Estados Unidos. No entanto, a estátua rapidamente transformou-se num símbolo internacional da memória de Diana.





