Rio, 30 (AE) - A Santa Casa de Misericórdia do Rio divulgou nota hoje contestando a acusação de que o túmulo da atriz Daniela Perez, morta em 28 de dezembro de 1992, foi violado. A instituição administra o Cemitério São João Batista, na zona sul
onde o corpo de Daniela estava enterrado. Esta semana, a mãe da atriz, a novelista Glória Peres, transferiu os restos mortais da filha para um local não divulgado, alegando que seu túmulo havia sido violado pela segunda vez, a primeira cinco meses após sua morte.
A nota da Santa Casa nega que tenha havido violação de qualquer túmulo do São João Batista ou qualquer outro cemitério sob sua administração e diz mantet policiamento permanente em todos eles e assistência às famílias das pessoas enterradas. Sobre o caso de Daniela Peres, morta pelo ator Guilherme de Pádua e pela mulher dele, Paula Thomaz, a instituição lembra que acompanha o caso "afetivamente" e atende a todos os pleitos da família junto ao cemitério.
Segundo Glória Peres, foram colocados dentro da sepultura de Daniela flores de cruzeiro de cemitério e dois bonecos amarrados e espetados com alfinete. Além disso, as sapatilhas da atriz, que ficavam sobre a tampa do túmulo foram cerradas e pichados os números 28/99 (dia de sua morte e o ano corrente). "Essa pichação é uma clara ameaça", disse a novelista. "Para mim, isso é algo ligado à magia negra."
LIVRO - O advogado da novelista, Paulo Cesar Carneiro, entrou com uma medida judicial a fim de impedir que Guilherme de Pádua comercialize o livro "A história que o Brasil desconhece", que ele escreveu na cadeia, contando a sua versão para o caso Daniella Perez. Pádua, que tinha sido proibido pela justiça de vender o livro, está oferecendo a obra na Internet, no site da Livraria Minas Gerais Ltda, ao preço de R$ 29,00. "Numa demonstração flagrante de desrespeito à justiça, o criminoso continua vendendo sua obra", acusa Glória. "Ele afronta publicamente a ordem judicial."

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