Administrador é preso sob acusação de manter arsenal
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quinta-feira, 18 de março de 1999
Por Marcelo Godoy 
São Paulo, 19 (AE) - O administrador de empresas aposentado, Dan Claude Raymond, de 68 anos, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (19) pela polícia sob a acusação de manter um arsenal com fuzil, carabinas, espingardas, pistolas e revólveres em seu apartamento, na Rua Augusta, no centro de São Paulo. A detenção do administrador é o resultado de uma investigação que apurava uma denúncia sobre a produção de vídeos pronográficos com crianças.
Uma equipe formada por homens da Delegacia Seccional Centro e do 4º Distrito policial foi ao apartamento do acusado com mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. Os policiais ficaram esperando a chegada do administrador para revistar a residência.
Primeiro, encontraram as pistolas e os revólveres. Depois, a munição das duas carabinas, das duas espingardas calibre 12 e do fuzíl Rugr calibre 223 (equivalente ao calibre 5,56 milímetros). Por último, essas armas foram encontradas. Os policiais apreenderam ainda 50 fitas de videocassete.
"Ainda não sabemos o conteúdo de todas as fitas", disse o delegado Antonio Carlos Barbosa, titular do 4º DP. Segundo ele, algumas das fitas de videos são pornográficas mas, até hoje, não havia sido constatado o uso de crianças nesses filmes. "Vamos analisar todas as fitas durante a próxima semana", afirmou o delegado.
O administrador aposentado, que nasceu na Romênia e é filho de franceses, disse que encontrou a maioria das armas apreendidas em uma mochila abandonada em frente a uma agência de viagens na rua Augusta.
Ele afirmou que levou a mochila para casa e esqueceu de avisar a polícia. "Eu cometi uma idiotice, deveria ter chamado a polícia", afirmou o acusado. Raymond disse que é dono de um bar na Aclimação e que vive com o dinheiro ganho no comércio e com sua aposentadoria. No começo da noite, a polícia fez uma nova revista no apartamento do acusado e encontrou equipamentos para limpeza e preparação de armas. O delegado disse que suspeita que o administrador trabalhe como armeiro para alguma quadrilha.


