O presidente da Associação dos Povos Indígenas do Parque Tumucumaque, no Pará, Missico Oiampi, decidiu ontem pedir a exoneração do atual superintendente da Funai (Fundação Nacional do Indio), Amaro Lopes. A fracassada operação da Funai e da Polícia Federal para tentar encontrar os corpos de 11 garimpeiros e dois índios, supostamente mortos em um conflito no dia 3 passado, foi o estopim para a decisão. Para Missico, o administrador não ouviu as lideranças indígenas durante a operação.
Missico acusa Lopes de não ter tomado providências quando, em setembro, os índios informaram a presença de garimpeiros no Parque Indígena do Tumucumaque. Segundo o Amaro Lopes, sua exoneração só poderá ser decidida pelos líderes das tribos. Mello, Lopes e Missico devem viajar ainda esta semana para as áreas para conversar com os índios.
Enquanto isso, as investigações da Polícia Federal continuam paradas. O único informante do caso, o índio Aldo Cuxá Apalay, continua desaparecido. A PF espera um contato do índio, via rádio, para tentar localizá-lo.

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