SÃO PAULO - A pedido do advogado de defesa Sérgio Bortoletto, que não pôde comparecer, a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça adiou para dia 21 o julgamento de apelação em favor do falso médico Bruno César Pascini, de 41 anos. Ele é acusado de haver mandado sequestrar e matar a esposa, a decoradora Gisele Ballesteros Ribeiro Pascini, de 31 anos, em São Paulo, cujo corpo foi encontrado crivado com 12 tiros no dia 8 de junho de 1993, em Parati (RJ).
O recurso visa à anulação de decisão do 2º Tribunal do Júri, que em 24 de junho de 96 condenou Pascini a 30 anos de reclusão. Pascini teria mandado matar a esposa porque ela ameaçava denunciar que ele vinha exercendo ilegalmente a medicina em São Paulo.
Gisele teria sido sequestrada pelo ex-PM Marcelo Lunardeli e Fernando Pinheiro Cavalcante, já condenados respectivamente a 43 anos e sete meses e 41 anos e sete meses de prisão. Eles teriam sido contratados através dos advogados Jorge Henrique Magiorine, que estava foragido e ainda não foi a júri, e Simbad Tadeu Focaccia, já condenado a 19 anos e quatro meses.

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