Rio, 30 (AE) - Previsto para hoje, o julgamento de um dos acusados de ter participado da Chacina da Candelária, o ex-PM Marcus Vinicius Borges Emmanuel, foi adiado para 06 de dezembro. Alegando motivos de saúde, o advogado de defesa, Marício Neville, não compareceu ao II Tribunal do Júri, onde seria o julgamento.
É a terceira vez que Emmanuel será levado a júri popular. No primeiro julgamento, em 30 de abril de 1996, ele foi condenado a 309 anos de prisão. A defesa recorreu e um novo júri aconteceu no dia 27 de junho de 1996. Desta vez, a pena foi de 60 anos pelas mortes de Valdevino Miguel de Almeida, o Russinho, e de um outro menor conhecido como "Gambazinho". O total da pena ficou em 89 anos.Após o segundo julgamento houve recurso tanto da defesa quanto do Ministério Público. A defesa pediu outro julgamento em relação à condenação de 89 anos, que acabou negado pelo Tribunal de Justiça. A apelação do Ministério Público em relação aos nove crimes (quatro homicídios e cinco tentativas) pelos quais Emmanuel foi absolvido no segundo julgamento e à condenação do primeiro julgamento, foi aceita.
A chacina da Candelária foi em 23 de julho de 1993, na Praça Pio X, que fica em frente à Igreja da Candelária, no Centro, e nas imediações do Museu de Arte Moderna(MAM), no Aterro do Flamengo. Oito menores foram mortos. Emmanuel está preso no Batalhão de Choque da Polícia.
Neste terceiro júri, Emmanuel estará sendo julgado pelas mortes de Anderson de Oliveira Pereira, o "Careca", Paulo Roberto de Oliveira, o "Pimpolho", Leandro dos Santos da Conceição, o "Maginho", Marcelo Cândido de Jesus, o "Caolhinha", Paulo José da Silva e Marco Antônio Alves da Silva, o "Come-gato" ou "Russo" e pelas tentativas de homicídio sofridas por Marcelo Gomes da Silva Bento, Jacaré, Barão, Rogério da Silva, Sérgio Dias Gomes e Wagner dos Santos.

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