Adiado julgamento de envolvidos em massacre
A juíza Eva do Amaral Coelho adiou o julgamento dos 150 militares envolvidos no processo de Eldorado dos Carajás previsto para começar no dia 18. As novas datas, segundo ela, deverão ser marcadas em época oportuna. Desta vez, o adiamento decorre de ordem da juíza para a realização de perícia na fita com imagens do massacre. Em abril de 1996, em Eldorado dos Carajás, no Pará, 19 agricultores sem-terra foram mortos e 66 pessos ficaram feridas durante o confronto entre trabalhadores rurais e a Polícia Militar do Estado durante o bloqueio da rodovia PA-150 pelo Movimentos Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O trabalho será realizado no Instituto de Criminalística Renato Chaves, em Belém, pelos peritos Joaquim Batista de Araújo e Orlando Salgado Gouveia. Na semana passada, Eva Coelho indeferiu pedido do promotor Marco Aurélio do Nascimento, responsável pela acusação aos 150 militares, para anexar ao processo um laudo dos peritos da Universidade de Campinas (Unicamp), Ricardo Molina de Figueiredo e Donato Pasqual Júnior, cujo resultado revelou que foram os policiais militares quem atiraram primeiro nos sem-terra, e não o contrário, como sempre alegou a defesa dos acusados.





