Adiado julgamento de acusados de participar da chacina de Vigário Geral
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segunda-feira, 20 de março de 2000
Por Andreia Maia 
Rio, 21 (AE) - Em menos de 40 minutos e depois de diversas manobras da defesa, foi adiado hoje à tarde o julgamento de nove ex-policiais militares, acusados de participação na chacina de Vigário Geral. Vinte e uma pessoas foram assassinadas em agosto de 1993, no Rio. O juiz do 2º Tribunal do Júri, José Geraldo Antônio, suspendeu a sessão depois que os advogados de dois réus alegaram que três testemunhas importantes do processo não estavam presentes. Um novo júri está marcado para maio.
Além de alegar a ausência de testemunhas, os advogados Edilon Miranda de Oliveira e Tânia Mara Cunha Couri, que defendem o réu Marcelo dos Santos Lemos, também pediram o desmembramento do processo para que seu cliente fosse julgado separadamente. O Ministério Público (MP) foi contrário ao pedido. A promotora Cristina Medeiros Fonseca disse que o MP não concordava, pois um réu não poderia pedir para ser julgado separadamente estando na sessão. Diante do pronunciamento do MP, o juiz decidiu adiar o júri e marcou um novo julgamento.


