Buenos Aires, 29 (AE) - O acordo do regime automotivo comum do Mercosul ficou, mais uma vez, nas intenções e foi adiado para amanhã (30) ou segunda-feira. O ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias, disse que há alguma possibilidade de se chegar a um acordo nos próximos dias. "Faltam definir alguns pontos, entre eles, o de conteúdo nacional e regional na fabricação de veículos e alguns aspectos relacionados ao setor de autopeças", disse Tápias, logo depois do encontro que manteve com o secretário (cargo com status de ministro) de Indústria e Comércio da Argentina, Alieto Guadagni.
O otimismo transmitido ontem pelo subsecretário argentino de Relações Internacionais, Jorge Campbell, não é o mesmo dos brasileiros. Fontes próximas às negociações informaram à Agência Estado que há muito pessimismo por parte dos negociadores brasileiros e há ainda um risco de o acordo não sair até dezembro deste ano, quando está previsto o final dos regimes especiais para qualquer setor industrial, conforme foi acertado durante a Rodada Uruguai do Gatt.
"Do ponto de vista das intenções, o acordo não corre risco de fracassar. Existe uma boa vontade política do Brasil e da Argentina para chegar a um acordo", disse Tápias. O ministro está voltando hoje ao Brasil, mas de mãos vazias em relação ao regime automotivo. Devem permanecer em Buenos Aires a secretária de Comércio Exterior, Lytha Spínola, o secretário de Política Industrial, Hélio Mattar e o secretário da Camex, José Botafogo Gonçalves.

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