Dida Sampaio/Agência Estado
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Em busca de apoioA deputada Marta Suplicy fala em telefone celular, durante encontro com representantes do Movimento Gay da Bahia, nos corredores do Congresso. O adiamento trouxe fôlego tanto a opositores quanto a defensores da união civil de homossexuaisDeputados conseguiram ontem adiar pela segunda vez a votação do projeto que permite a união civil homossexual, da deputada Marta Suplicy (PT-SP). O objetivo dos deputados é que a nova votação coincida com a visita do Papa João Paulo 2º ao Brasil, prevista para outubro.
O projeto, que era o quinto item da pauta de ontem, não chegou a ter sua discussão iniciada. Durante cinco horas, um entra-e-sai de emendas que não chegaram a ser formalmente apresentadas e ameaças de pressão em plenário acirraram os ânimos dos dois lados, levantando hipotéticos resultados. ‘‘Vamos votar hoje para sepultar logo essa excrescência’’, afirmou o deputado Severino Cavalcanti (PPB-PE), católico e líder do grupo contrário ao projeto. ‘‘Temos dois terços dos deputados conosco’’, afirmava, a todo instante.
‘‘Não voto o projeto em dez minutos. Ele tem que ser discutido por pelo menos três horas’’, dizia Marta Suplicy. A deputada queria contar com o poder da palavra de seus oradores para virar o voto dos indecisos. Apesar disso, afirmava já contar com a maioria dos votos. O fato é que nenhum dos dois lados tinha garantia do resultado da votação e ninguém quis colocar em xeque sua palavra. O adiamento, dessa forma, trouxe fôlego tanto a opositores quanto a defensores da união civil.

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