Adiada votação do orçamento de SP
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quarta-feira, 08 de dezembro de 1999
Por Marcus Lopes 
São Paulo, 08 (AE) - A indefinição da Câmara Municipal adiou mais uma vez a votação do Orçamento do próximo ano. Hoje, o projeto ficou novamente pendente de votação por causa do grande número de abstenções. Amanhã (09), os vereadores da bancada governista devem reunir-se novamente com o secretário do Governo Municipal, Carlos Augusto Meinberg, para tratar o asssunto.
"Estou tentando argumentar de forma técnica e política que os projetos do governo não podem ser desarticulados pela proposta que está sendo colocada", disse o secretário Meinberg, referindo-se ao projeto substitutivo elaborado pela Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara.
A principal mudança refere-se à proposta do relatório em baixar de 15% para 1% a margem de remanejamento permitida ao prefeito. No plenário, oposição e situação permanecem divididas na votação do substitutivo. Dos 32 vereadores que votaram hoje, 14 optaram pela abstenção. O quadro, segundo vários parlamentares, reflete a insatisfação de parte dos governistas com o Palácio das Indústrias. No caso, alguns vereadores considerados do "baixo clero" - governistas com pouca influência na Câmara e no Executivo - estariam insatisfeitos com o tratamento que está sendo dado ao PMDB, que estaria negociando maior participação no governo municipal. "Como esses vereadores não ganharam nada até agora, tentam pressionar o governo na votação", disse um governista que não quis se identificar.
No caso da oposição, o principal problema refere-se à divisão no Partido dos Trabalhadores (PT), que fragilizou todo o bloco. "Queria entender o porquê de tanta desunião", disse a líder do partido, Aldaíza Sposati, que pretende reunir-se com a bancada para discutir o assunto. "A oposição desunida favorece o prefeito, que ganha mais tempo para negociar com os vereadores como ele quer o Orçamento", alertou a petista.


