Adiada reconstituição de crime
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sábado, 07 de fevereiro de 2009
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Londrina- A Polícia Civil de Londrina tentou reconstituir na tarde de ontem o assassinato da universitária Amanda Rossi, 22 anos. Policiais, peritos e representantes dos três suspeitos presos estiveram no campus da Unopar no Jardim Piza (Zona Sul), onde aconteceu o crime em novembro de 2007, mas o delegado que investiga o crime adiou os trabalhos por causa da presença da imprensa. A suspeita Dayane de Azevedo, 25 anos, - que confessou ter participado do assassinato e dos outros dois homens e ainda apontou a suposta mandante- foi levada até o local.
As viaturas da Polícia Civil, o perito Luciano Bucharles, do Instituto de Criminalística, e mais os defensores dos suspeitos chegaram por volta de 13h30 ao campus. Logo em seguida, começaram a chegar as equipes de reportagem. Irritado, o delegado Ernandes Cezar Alves, que conduz as investigações, desistiu da idéia e saiu às pressas. Em um dos carros da Polícia estava Dayane, que foi levada de volta para a carceragem feminina do 3º DP. Os outros dois suspeitos Alan Aparecido Henrique, 29, e Luiz Vieira Rocha, 34, permaneceram presos no Centro de Detenção e Ressocialização (CDR).
Os três foram presos em 22 de dezembro, após Dayane afirmar à Polícia que Alan teria matado a universitária em 27 de outubro de 2007. Segundo o depoimento, ele teria sido recebido R$ 3 mil de uma professora da Unopar para cometer o crime. O rapaz teria contato com a ajuda de Rocha e da própria Dayane, que teria atraído Amanda até a casa de máquinas da piscina, onde ela foi morta. O corpo da estudante, que cursava Educação Física, só foi encontrado dois dias depois.
As investigações correm em segredo de Justiça mas os últimos movimentos do delegado dão a entender que ele está próximo de concluir o inquérito. Também ontem circulou a informação de que Alves já teria pedido a prisão preventiva dos suspeitos, o que não foi confirmado por nenhuma fonte. A prorrogação da prisão temporária por mais 30 dias dos três suspeitos vence em 20 de fevereiro e, caso não haja uma nova ordem, eles deverão ser colocados em liberdade.
Por causa do sigilo, os advogados dos suspeitos, o delegado e o Ministério Público (MP) não deram declarações. A promotora da 1ªVara Criminal, Susana Feitosa de Lacerda, confirmou apenas que a reconstituição iria ser feita mas acabou sendo adiada e que esse procedimento deve ajudar as investigações.
A assessoria da Unopar informou que não havia sido avisada previamente mas que a instituição mantém a confiança na Polícia e o interesse de que o crime seja esclarecido e os envolvidos punidos.


