Adiada negociação sobre dívida de Minas
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sexta-feira, 19 de novembro de 1999
Por Renato Andrade 
Brasília, 19 (AE) - Mais uma vez foi adiada a solução para as negociações entre a Secretaria do Tesouro Nacional e a Fazenda de Minas Gerais sobre o pagamento da conta gráfica relativa ao acordo de renegociação da dívida mobiliária do Estado firmado com a União em 1997. O secretário de Fazenda de Minas, José Augusto Trópia Reis, afirmou hoje, ao sair do Ministério da Fazenda, que faltam apenas detalhes "burocráticos" para concluir as negociações. Reis e o secretário do Tesouro Nacional, Fábio Barbosa, irão se reunir novamente no início da próxima semana. "Segunda ou terça-feira", afirmou o secretário mineiro.
Tropia Reis informou que a Caixa Econômica Federal (CEF) não conseguiu concluir hoje a avaliação do Fundo de Compensações das Variações Salariais (FCVS) e as carteiras imobiliárias do Bemge e do Credireal - instituições financeiras que foram privatizadas no governo Eduardo Azeredo (PSDB). Estes ativos serão utilizados, juntamente com a Cesasa - a central de comércio de produtos agrícolas do Estado - e a Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais (Casemg), para complementar os recursos referentes à conta gráfica, que soma cerca de R$ 1,9 bilhão, e deve ser paga no próximo dia 30.
Na reunião de ontem (18) à noite, os dois secretários fecharam posição com relação a quanto o Estado receberá pela venda da Ceasa e Casemg: R$ 253 milhões e R$ 83 milhões, respectivamente. Outra pendência que impediu a conclusão das negociações hoje, segundo Tropia Reis, refere-se à transformação do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) em agência de fomento.
Segundo o secretário de Minas ainda "não ficou claro" para o governo mineiro o que seria uma agência de fomento. Na próxima quinta-feira (25), técnicos do BDMG se reunirão com funcionários do Banco Central para discutir o assunto. "Queremos fechar a questão com tudo definido", salientou Trópia Reis.


