Brasília - Decreto da presidente Dilma Rousseff, publicado ontem no Diário Oficial da União, adiou para 31 de dezembro de 2015 a implementação definitiva do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Assinado em 2008 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o acordo, alvo de divergências tanto no Brasil como nos demais países que falam português, deveria entrar em vigor na próxima terça-feira.
O período de transição foi ampliado de três para seis anos, segundo explicações do governo, para que o País se prepare melhor para as novas regras. Entre as mudanças, o acordo suprime o trema - agora só válido para nomes estrangeiros -, retira o acento agudo de ditongos como ''ei'', altera as regras do hífen e inclui as letras ''k'', ''w'' e ''y'' no alfabeto.
A necessidade de mudança no calendário de implementação do acordo ficou evidente em novembro, numa reunião entre representantes do Ministério das Relações Exteriores, Cultura, Educação e Casa Civil. Na véspera, uma comissão parlamentar, integrada pelos senadores Lídice da Mata (PSB-BA) e Cyro Miranda (PSDB-GO) levou à ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) ponderações sobre os riscos de uma aplicação precipitada das novas regras para a vida de professores, estudantes, escritores e o mercado editorial.

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