São Paulo, 14 (AE) - O desembargador Amador Cunha Bueno, do Tribunal de Justiça de São Paulo, adiou para segunda-feira decisão sobre pedido de liminar em favor do vereador Vicente Viscome (sem partido). Se for concedida a Câmara Municipal de São Paulo estará obrigada a conceder-lhe mais 90 dias de licença para "tratamento médico". Viscome está preso desde o dia 31 de março, acusado de chefiar a máfia dos fiscais na Administração Regional da Penha.
O advogado Ademar Gomes, que pede a liminar em mandado de segurança contra a presidência da Câmara, afirmou que a prorrogação da licença é a preocupação mais urgente da defesa. Acrescentou que se a medidanão for concedida, os prejuízos serão irreparáveis, pois nos próximos 17 dias Viscome atingirá o limite de 42 faltas, previstas no regimento interno da Câmara, e perderá o mandato. O vereador conseguiu apenas uma licença de 30 dias, que vence no dia 20 de abril. Desde então, como está impossibilitado de comparecer em plenário, as faltas vem se acumulando. Para Gomes, nessa altura dos acontecimentos, o processo de cassação contra Viscome é preocupação que fica em segundo plano, uma vez que não deverá se encerrar antes de 90 dias.

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