Adiada decisão sobre legalização de perueiros
São Paulo, 01 (AE) - A reunião do prefeito Celso Pitta (sem partido), em seu gabinete, com os representantes dos motoristas e cobradores de ônibus, taxistas, perueiros e o secretário municipal de Transportes, Getúlio Hanashiro, serviu apenas para agendar novo encontro, na segunda-feira. Os empresários de ônibus acenaram com a possibilidade de demissões. A tensão maior ocorreu entre o representante do sindicato das empresas de ônibus (Transurb), Belarmino Marta, e o dos perueiros, José Célio dos Santos. Os empresários colocaram-se totalmente contra a sanção, pelo prefeito, da lei aprovada pela Câmara, que prevê o aumento de 2,8 mil para 4,5 mil do número de peruas legalizadas.
Pitta vetou a sugestão dos empresários - "ou nós ou eles" -, que Santos classificou de "radicalismo". O representante dos perueiros saiu comemorando a abertura de novas negociações. Segundo o secretário dos Transportes, Getúlio Hanashiro, cada segmento deve apresentar até segunda-feira uma proposta conciliatória. Marta não gostou. "Não nos restará outro caminho a não ser demitir motoristas e cobradores."
Do lado de fora do Palácio das Indústrias, sede da Prefeitura
motoristas e cobradores de ônibus e taxistas protestaram contra a redução da frota de ônibus em 10%, pretendida pelo prefeito, e a legalização de mais 1.800 perueiros. O protesto, juntamente com a manifestação de outros motoristas e cobradores na Avenida Santo Amaro contra a morte de um colega, colaboram para que a fila de congestionamentos nos principais corredores da cidade chegasse de 156 quilômetros, às 19 horas (o pico do ano foi de 197 km no dia 26 de janeiro devido as chuvas). O problema levou a Secretaria Municipal de Transportes a liberar parcialmente o rodízio de veículos nas áreas atingidas pelas manifestações.
Na manifestação do Parque D. Pedro II, mais de 200 ônibus foram estacionados na Avenida Mercúrio e no Viaduto Diário Popular. Além dessas vias, ficaram congestionadas as Ruas das Figueiras e do Gasômetro e as Avenidas do Estado e Senador Queirós. Cinquenta 50 taxistas também participaram do protesto.





