Adetec diz que falta racionalização entre oferta e demanda
O problema de falta de mão-de-obra qualificada na região é resultado da falta de racionalização e integração entre as cadeias educacional e produtiva, avalia Tadeu Felismino, coordenador executivo do Programa Londrina Tecnópolis, gerido pela Adetec/UEL.
Este programa busca transformar Londrina em um pólo de alta tecnologia, compreendendo as áreas Química, Alimentos e Tecnologia da Informação. Buscamos respostas para saber quais as condições necessárias para que estes setores possam atingir um nível internacional, explica Felismino. Para tanto, o programa realizou, durante todo o ano, um amplo estudo para detectar quais os pontos que precisariam ser atacados. O item que encabeça a lista que tem outros oito pontos, segundo o coordenador do programa, é justamente a qualificação de pessoal.
Felismino afirma que o sistema educacional está mais orientado para a educação do que pela demanda. Para um desenvolvimento competente, avalia, tem que haver uma cadeia bem estruturada, já a partir do ensino técnico. De acordo com ele, na área de alimentos, por exemplo, o curso de engenharia de alimentos surgiu recentemente. Já em Química, a graduação existe mas, em compensação, falta um curso de pós-graduação.
Para tentar levantar caminhos e propostas para resolver a questão, o Programa Londrina Tecnópolis estará realizando, a partir da próxima semana, workshops entre instituições de ensino, institutos ligados à gestão empresarial, como o Sebrae-PR, e empresários. A primeira reunião está marcada para o dia 20 de dezembro, no período das 8:00 às 12:00 horas, na Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), sob a coordenação do professor Ivan Lupiano Dias, pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da UEL. (L.A.)





