Adesão foi de 80%, segundo o organizador nacional do movimento
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segunda-feira, 26 de agosto de 2002
Denise Angelo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O coordenador nacional do movimento ''Paradão do Caminhoneiro'', José Fonseca Lopes, disse ontem que 80% dos caminhoneiros de todo o País aderiram à paralisação. Fonseca admitiu que houve confusão entre os motoristas a respeito do início do movimento. ''Era para começar na noite de sábado para domingo, mas muitos acharam que era para parar somente na segunda-feira'', comenta. Superada a confusão, ele se mostrava satisfeito com a adesão obtida no primeiro dia e disse que se continuar da mesma forma hoje ''o País estará parado''.
Segundo o organizador os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estavam totalmente parados. Em São Paulo, apenas 15% da frota estava em circulação e Minas Gerais tinha 30 mil caminhoneiros parados na manhã de ontem.
A pauta de reivindicações dos caminhoneiros é composto por seis itens. Primeiramente eles pedem mais segurança nas estradas. Também querem a redução de 30% no preço do óleo diesel e o congelamento do preço por um período mínimo de seis meses.
A terceira reivindicação é quanto o cumprimento do vale-pedágio, que segundo Fonseca não está sendo cumprido na maioria dos estados brasileiros. ''Somente o Paraná e o Rio Grande do Sul vinham fornecendo vale-pedágio aos caminhoneiros, mas agora a situação também degringolou'', acusa o caminhoneiro.
A categoria pede ainda a adoção de planilhas de custos, o cumprimento do artigo 257 do Código Brasileiro de Trânsito, que estabelece que a multa por excesso de peso seja transferida para o embarcador e, como última reivindicação, querem o direito aos crédito do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre produtos consumidos na manutenção da frota das cooperativas e dos cooperados.


