Adeptos de seita matam filhos no Acre
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quinta-feira, 26 de novembro de 1998
Chico Araújo Especial para a AE 
Uma seita chamada Igreja Pentecostal Unidos do Brasil está incentivando os pais a matar seus filhos em Tarauacá, a 466 km de Rio Branco, no Estado do Acre.
Seis pessoas foram mortas, todas a pauladas, e depois queimadas. As mortes começaram no último dia 15 e são confirmadas pelo delegado de Polícia Civil de Tarauacá, Mardilson Vitorino Gomes, que esteve no templo da igreja que fica às margens do rio Tauari.
A seita é dirigida pelo agricultor Francisco Moraes de Oliveira, conhecido como pastor Totó, de 38 anos, e sua mulher, Raimunda Bernardo Gomes. Eles estão presos na delegacia de Tarauacá.
O casal alega receber mensagens de Cristo para executar as pessoas. A seita tem cerca de 100 adeptos segundo as autoridades policiais de Tarauacá. Os membros da seita vivem na mata do seringal Larvas.
Os irmãos Samuel e Israel, de 3 e 4 anos, foram os primeiros a ser mortos. O assassino foi o pai das crianças, Adalberto Taveira de Souza. Depois de espancar as crianças até a morte ele colocou os corpos dentro de casa e ateou fogo. Adalberto Taveira também matou a pauladas seu primo João Lopes da Silva, de 25 anos.
Maria Pinheiro, de 25 anos, foi morta por Francisco Moraes de Oliveira, o pastor Totó.
Influenciado pela seita, o agricultor Francisco Lopes da Silva matou o filho José Francisco Torres da Silva, de 12 anos. Outro grupo de 30 pessoas, incluindo os pais assassinos, matou a pauladas José Lima de França, de 59 anos.
Em Tarauacá, a população ameaça linchar os fanáticos presos na delegacia da cidade.


