BRASÍLIA - A juíza da Vara do Tribunal de Júri do Distrito Federal, Leila Cury, decretou ontem a prisão preventiva de quatro dos cinco estudantes acusados de terem queimado vivo o índio pataxó Galdino Jesus dos Santos. Com esta medida, Max Rogério Alves, Antônio Novély Vilanova, Tomás Oliveira Almeida e Eron Chaves de Oliveira ficam impossibilitados de serem libertados até o julgamento.
Os quatro estudantes, mais o menor G.N.A.J, foram presos em flagrante, pouco depois de terem queimado vivo o índio pataxó em uma parada de ônibus em Brasília. Segundo fontes do poder Judiciário, sem a decretação da prisão preventiva, havia possibilidade de as prisões serem relaxadas por habeas-corpus. No fim de semana, a promotora de Justiça Maria José Pereira ofereceu denúncia contra os estudantes.
O Ministério Público do Distrito Federal negou a transferência do caso da Justiça comum para a Justiça federal, como pretendia o procurador-geral de Direitos Humanos, Luiz Vanderlei Gazoto. O procurador alegou que, como havia um índio envolvido na questão, a juíza Leila Cury deveria abrir mão do julgamento e enviar o caso para um juiz federal. Leila Cury negou o pedido e caberá ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidir qual a alçada competente.
Vigário Geral Os ex-policiais militares Gilson Nicolau de Araújo e Sérgio Cerqueira Borges, acusados de participação na chacina de Vigário Geral, se apresentaram ontem à tarde ao juiz José Geraldo Antônio, do 2º Tribunal do Júri. Eles foram levados para o 12º Batalhão da PM, em Niterói, a pedido do advogado Themístocles Faria Lima, que pediu que ambos ficassem detidos em ‘‘local seguro’’. Geraldo Antônio marcou o júri dos outros 16 acusados, entre eles Araújo e Borges, para 9 de junho. Outro ex-policial que deveria se apresentar, Luciano Francini dos Santos, não compareceu ao Fórum, alegando que ‘‘está com dengue’’.
Araújo, Borges e Santos gozavam de liberdade provisória desde novembro do ano passado, mas tiveram o benefício cassado pelo juiz. Araújo teve sua liberdade provisória cassada porque um laudo da Polícia Técncia de Minas Gerais comprovou que uma das armas utilizadas na chacina seria sua pistola 7,65. Além disso, Araújo é acusado de matar, em 30 de março, o menor Raphael de Freitas, de 16 anos.

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