A juíza da 1ª Vara Criminal, Elisabeth Kather, decidiu no final da tarde desta terça-feira (7) em levar a júri popular Anderson dos Reis Alves e Waldiney Aparecido de Deus, envolvidos no assassinato do guarda municipal Leonardo Lopes Camargo Gualberto, 31 anos. O crime aconteceu em fevereiro de 2018 enquanto a vítima trabalhava como segurança de um supermercado na avenida Jules Verne, jardim Santa Rita, zona oeste de Londrina. Ainda não há data para o julgamento.

Imagens de câmeras de segurança do estabelecimento captaram o momento que duas pessoas entram e atiram contra o agente, que morreu na hora e foi baleado pelo menos 18 vezes. Segundo o Ministério Público, Anderson e Waldiney forneceram aos atiradores um Gol branco usado para a fuga. A decisão também incluiu Thalysson Danilo Primo Lopes, mas ele foi morto em um confronto com policiais militares em agosto de 2018 no conjunto Vista Bela, região norte.

Durante interrogatório no Fórum, os dois confirmaram que se conheciam, mas apresentaram versões diferentes da acusação. Anderson reconheceu que vendeu o veículo no mesmo dia do homicídio, mas que não conhecia o agente. "Eu estava caminhando no Lago Igapó com mais duas moças quando isso (morte) aconteceu. Não tenho nada a ver. Estou pagando por algo que não fiz", disse.

Também ouvido pela Justiça, Waldiney explicou que "não poderia fornecer um carro que não é dele". Reclamou ainda do tempo que "estava preso por um crime" que não havia cometido. Eles foram detidos com mais quatro pessoas na Operação Angelus, coordenada pela Delegacia de Homicídios, mas elas foram liberadas. Motos, celulares e notebooks que pertenceriam à quadrilha também foram apreendidos.

As defesas informaram à FOLHA que discordam do despacho e pretendem recorrer ao Tribunal da Justiça. Leonardo Gualberto deixou esposa e dois filhos. Ele foi enterrado no Cemitério Municipal de Ibiporã, onde parte da família mora.

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