Rio - Os sete agentes penitenciários acusados da morte do comerciante sino-brasileiro Chan Kim Chang negaram ontem que ele tenha sido torturado no presídio Ary Franco, de onde saiu em coma. Em depoimentos ao juiz em exercício da 19 Vara Criminal, Moacir Pessoa de Araújo, os agentes sustentaram que Chan feriu a cabeça sozinho, ao batê-la na gaveta de um arquivo de metal.
Segundo a versão dos agentes, que depuseram em separado, mas cujo relatos foram semelhantes, Chan chegou ao presídio no dia 26 de agosto, já machucado nos braços, apesar de laudo do Instituto Médico Legal não indicar a existência dos supostos ferimentos.
Chan morreu no dia 4 de setembro. Inquéritos da Polícia Federal e da Polícia Civil concluíram que ele foi torturado no presídio. Chan havia sido preso quando tentava embarcar para os EUA com US$ 31 mil não-declarados.

mockup