No inquérito de anteontem, os dez acusados da chacina de Vigário Geral em 1993 - nove ex-policiais militares e um civil - negaram qualquer participação no assassinato de 21 pessoas. Os sete outros acusados - além dos três que trabalhavam no posto policial - disseram estar com parentes no momento da chacina.
Em seu depoimento, o ex-policial Luiz Carlos Pereira Marques disse que conhecia os quatro policiais mortos - supostamente por traficantes da favela - na véspera da chacina. Ele também disse ter ido ao enterro de dois desses policiais, no qual pode ter sido combinada a chacina, que seria uma forma de vingança.
O réu Luiz Carlos Pereira Marques, que passou mal às 12h30 e foi retirado da sessão de julgamento para ser atendido pelo departamento médico do Fórum, sofre de problemas cardíacos.
Cristina Leonardo, assistente de acusação, disse que a defesa está detalhando demais os depoimentos como estratégia para cansar as testemunhas.
Pela manhã, a escritora Glória Perez, mãe da atriz Daniella Perez, assassinada em dezembro de 1992, compareceu ao Tribunal para prestar solidariedade às famílias de vítimas.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) programou um protesto para hoje de manhã em frente ao Fórum. Hoje completam-se dois anos da chacina de Eldorado des Carajás (leia sobre este assunto na página 8 deste caderno).

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