Belém, 10 (AE) - O advogado da Teka, Haroldo Pabst, afirma que a denúncia do Ministério Público Federal não apresenta nenhuma prova de corrupção contra o empresário Frederico Kuehnrich Neto. "Tudo até agora levantado é favorável à empresa, que sempre foi a maior vítima nesse episódio". Ele garante ser "impossível" Neto ou qualquer diretor da Teka estarem envolvidos no caso, porque eles "jamais estiveram em Belém para tratar de qualquer processo no Incra".
O ex-superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Belém Hermedes Teixeira disse que só falará sobre a denúncia depois de consultar seu advogado. "No momento, prefiro ficar calado". Os procuradores do Incra Edmilson Dantas e João Luiz Sarmento, assim como Dino Barile Filho, afirmaram que vão provar sua inocência durante a instrução do processo. O assessor do Ministério de Política Fundiária Sérgio Cintra não foi localizado, assim como o empresário Joel Gonçalves. A informação sobre Cintra, no ministério, é a de que ele não trabalha mais ali desde outubro do ano passado, quando foi afastado do cargo em razão de seu envolvimento no caso. (C.M.)

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