Curitiba - Antonio Adelar Caramori, acusado de falsidade ideológica na denúncia feita pelo Ministério Público (MP) estadual, nega que ele ou seus filhos Marcelo Augusto Caramori e Eduardo Antonio Caramori tenham servido de ''laranjas'' na compra de ações dos bingos pelo ex-secretário de Governo José Cid Campêlo Filho.
Antonio Caramori disse que ele próprio adquiriu as ações em setembro e outubro do ano passado, como opção de investimento, e colocou em nome dos filhos. Afirmou também que consultou Campêlo Filho sobre a legalidade dos bingos e que acabou empregando dois primos do ex-secretário nos estabelecimentos. Insatisfeito com o rendimento do negócio, Caramori disse que vendeu as ações que tinha em fevereiro e março deste ano.
O ex-deputado Luiz Carlos Alborghetti é citado na denúncia do MP como interlocutor de uma das gravações telefônicas, que revelariam Campêlo Filho como dono dos bingos. O ex-deputado e radialista estaria oferecendo anúncios publicitários no horário de seu programa.
O advogado de Alborghetti, Cláudio Dalledone Júnior, disse ontem que vai tomar medidas judiciais cabíveis por entender que, por lei, o conteúdo das degravações só deve ser informado ao juiz, portanto, não poderia ser divulgado. ''Ele (Alborghetti) não é objeto de investigação e teve sua intimidade devassada'', argumentou.

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