‘Acusados não são do movimento’
Membros da direção estadual do MST negam que Iraides Pinto Ribeiro seja um dos líderes do acampamento da Fazenda Madeirite, em Inácio Martins, e desconhecem qualquer vínculo dos outros acusados com o movimento. As lideranças dos sem-terra defenderam a punição dos três, caso sejam comprovadas as acusações. ‘‘O MST não vai acobertar nenhum tipo de pessoa que vier a cometer esse tipo de ato na sociedade’’, disse Ubiraci Stesko, membro da direção estadual.
O coordenador do MST na região de União da Vitória, Célio Rodrigues, disse que Iraides não era líder do acampamento, que tem cerca de 60 famílias e três meses de existência. Segundo Rodrigues, ele era apenas um acampado. O coordenador disse não ter conhecimento da presença dos outros dois acusados. ‘‘A gente não conhece todas as pessoas que procuram o MST. Eles chegam acampam e não pedimos documentos e negativa de antecedentes criminais’’, explicou.
Segundo ele, participam do movimemto mais de 25 mil famílias no Estado, sendo ‘impossível’ verificar o passado de todas elas. O sem-terra disse, no entanto, que os trabalhadores são os primeiros a denunciar quando ficam sabendo de crimes cometidos integrandes do movimento.
O líder do MST não acredita que as acusações manchem a imagem do movimento. ‘‘Todas as classes sociais estão sujeitas a conviver com isso, seja o MST, a Igreja, os deputados ou a própria polícia’’, afirmou. Stesko negou que exista a possibilidade da vinda de uma comissão de sem-terra e políticos de Brasília para acompanhar o caso, como afirmava a polícia. ‘‘É boato’’, disse.

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