Agência Estado
O Conselho Estadual de Justiça Militar que julga o transporte de 32,9 quilos de cocaína em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal dos seis acusados pelo crime. A decisão resultou de um pedido de José Siqueira, advogado de dois dos envolvidos - o tenente-coronel Paulo Sérgio Pereira Oliveira e seu irmão Luiz César Pereira Oliveira. Ele fez a solicitação para seus clientes visando provar a inexistência de enriquecimento ilícito. O Conselho não somente acolheu a reivindicação, mas a estendeu a todos os denunciados.
Ontem, Luiz César Pereira Oliveira foi interrogado pela juíza auditora Maria Placidina Barbosa Araújo, que integra o Conselho, e afirmou ser inocente. Ele e José Roberto Monteiro Zau, para quem trabalhava, seriam as pessoas que receberiam a cocaína em Las Palmas, na Espanha. Luiz César disse que a encomenda foi solicitada por Zau e ele pensava tratar-se de café, cachaça, feijão e ingredientes para feijoada. Aposentado como oficial da Marinha Mercante, Luiz César é técnico em som e iluminação e trabalhava para Zau, dono de uma casa noturna em Lisboa.

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