Acusados de traficar ecstasy são liberados
Os cinco presos pela polícia em agosto, durante a descoberta do primeiro laboratório de fabricação da droga no Brasil, foram soltos. A Justiça chegou a conclusão de que a substância achada com os acusados e no laboratório não era ecstasy. A fábrica funcionava no Tatuapé, em São Paulo. No dia 18 de agosto, dois investigadores do Departamento de Investigações sobre Narcóticos seguiram o estudante de engenharia Thiago de Oliveira, 21 anos, até o apartamento do modelo Glauco Caruso Goulart. Ele estaria indo até o local para comprar a droga. Os policiais teriam entrado no apartamento e encontrado, sobre a mesa da sala, uma porção de pó de guaraná, outra de um pó acinzentado e várias cápsulas. Além de Goulart e Oliveira, estavam no apartamento Miguel Ângelo Fusco Júnior, 21, a promoter Carla Vieira, 28, e a estudante Danyelly Dias de Oliveira, 20. Os investigadores teriam entendido que a substância acinzentada seria MDMA (metilenodioximetanafetamina), princípio ativo do ecstasy. Fusco Júnior teria dito aos policiais que havia adquirido a droga com um químico espanhol chamado Raul Xavier Gonzales Garcia, 28. Na casa do espanhol, os investigadores encontraram o laboratório que seria o primeiro a fabricar ecstasy no Brasil. Xavier não foi encontrado e até hoje é procurado pela polícia. Todos que estavam no apartamento do modelo foram detidos e autuados por tráfico e associação criminosa. Um laudo inicial de constatação do IML atestou que a substância acinzentada era o princípio ativo do ecstasy. Um laudo definitivo datado do dia 08 de setembro, no entanto, constatou que a tal substância não era o princípio ativo do ecstasy, e sim, outra muito parecida, de nome MDA (metilodioxianfetamina).





