São Paulo - Seis acusados de tortura e homicídio contra crianças em Altamira, interior do Pará, vão a júri popular hoje. Os crimes ocorreram entre 1989 e a 1993. Meninos entre 8 e 14 anos foram vítimas da violência, dos quais nove tiveram os órgãos sexuais arrancados seis foram encontrados mortos e três conseguiram sobreviver. Cinco meninos estão desaparecidos.
Os sobreviventes apontam cenas de horror: amarrados, foram forçados a inalar substâncias químicas para perder os sentidos e foram mutilados. Onze anos depois da abertura do único inquérito concluído, seis acusados por cinco dos crimes vão a julgamento popular no Tribunal do Júri de Belém.
O Ministério Público indiciou a vidente Valentina Andrade, líder de uma seita denominada LUS (Lineamento Universal Superior), com sede na Argentina e que já teve atuação em Londrina, dois médicos, o filho de um fazendeiro e dois ex-policiais militares.
O Comitê em Defesa das Crianças Altamirenses, associação dos familiares e amigos da vítimas, prepara uma caravana para acompanhar o julgamento. O Centro de Defesa da Criança e do adolescente de Belém dá o suporte jurídico e apoio às famílias.

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