Acusados de matar empresário são transferidos; eles contrataram traficantes para resgatá-los
São Paulo, 23 (AE) - Os cinco acusados do assassinato do empresário João Carlos Gname, de 29 anos, filho de um dos proprietários do Hospital 9 de Julho, tinham contratado um grupo de traficantes para serem resgatados das celas do 77.º Distrito, em Santa Cecília, onde estavam desde o dia 9. O crime ocorreu na tarde de 21 de outubro. Gname foi morto com 37 golpes de punhal a mando de Wagner Meira Alves, de 39 anos, administrador da fazenda da vítima localizada em Cascalheiras, em Mato Grosso.
Os acusados foram presos no começo de fevereiro e confessaram o crime. Apontaram o ex-jogador de basquete Cacildo Jesus Lopes como responsável pelas punhaladas. Lopes está morto. Foi assassinado pelo grupo porque exigia mais dinheiro. A informação do plano do resgate chegou ao conhecimento do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que agiu rapidamente e conseguiu na Corregedoria dos Presídios a transferência, no fim da tarde de ontem, para a Casa de Detenção.
O delegado Marco Antonio Novaes de Paula Santos, diretor do DHPP, explicou que os acusados têm poder econômico e se conseguissem fugir ficaria "difícil" a localização. "Eles sabem que poderão ser condenados a penas altas e se conseguissem fugir para Mato Grosso não os encontraríamos". Além de Meira Alves, estão presos o genro dele, Altair Giglio, o irmão, Airton Giglio, José Roberto Garcia e Antonio Roberto Cerato. Todos estão com prisão preventiva decretada. Descoberto - Meira Alves trabalhou durante 14 anos para a família Gname. No ano passado, quando o jovem empresário resolveu tomar conta dos negócios da família e "tocar" a fazenda, descobriu que estava sendo roubado pelo empregado. Meira Alves vendia cabeças de gado e desviava grande parte da madeira da fazenda. Com receio de ser demitido, decidiu mandar matar o patrão e contratou os autores, pagando R$ 120 mil. (R.L.)





