Londrina - Quase quatro anos depois do assassinato da universitária Amanda Rossi, o julgamento de dois dos três acusados do crime, presos desde dezembro de 2008, será realizado hoje a partir das 9 horas, no Tribunal do Júri, no Fórum de Londrina.
Os réus Alan Aparecido Henrique e Dayane de Azevedo vão a júri popular sob acusação de homicídio triplamente qualificado. A pena varia entre 12 e 30 anos de prisão. O julgamento será presidido pela juíza Elisabeth Kather, da 1 Vara Criminal. A acusação fica por conta da promotora de Justiça, Suzana Feitosa de Lacerda, responsável pela acusação juntamente com o promotor Marcelo Briso Machado.
O terceiro acusado, Luiz Vieira Rocha, que também está detido, entrou com recurso e deverá ser julgado separadamente. ''Houve um desmembramento do processo'', afirmou Suzana, ressaltando que ainda não há previsão de data para o julgamento de Rocha.
A promotora de Justiça destacou que vai apresentar uma série de provas contra os réus. ''Não vou dizer quais são as provas e qual será a nossa linha de acusação. O que posso dizer é que realmente espero que eles sejam condenados'', salientou. Questionada sobre o possível mandante do crime, ela informou que as investigações estão sendo realizadas pelo setor de homicídios da 10 Subdivisão Policial de Londrina.
Segundo o delegado Paulo Henrique Costa, o processo de investigação foi aberto após uma das acusadas (Dayane) mencionar em depoimento que a Amanda foi assassinada a mando de alguém. ''Estamos trabalhando no caso desde fevereiro de 2009. Já temos alguns nomes suspeitos. O resultado do julgamento vai contribuir com o andamento do processo. Se os acusados forem condenados, vamos continuar com a mesma linha de investigação'', adiantou o delegado, que preferiu não passar mais detalhes do inquérito.
O advogado Laércio Luz, que defende Alan Henrique, solicitou que o julgamento de seu cliente fosse transferido para outra comarca, mas não obteve resposta do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). ''Espero que o julgamento seja imparcial mesmo acontecendo na comarca de Londrina, onde há uma grande comoção popular e as pessoas já falam dos réus como se fossem os verdadeiros culpados'', alegou. Já o advogado Silvio José Farinholi Arcuri, responsável pela defesa de Dayane, declarou que a cliente dele garantiu que é inocente.
Pedro Marcolino Costa e Sandra Regina Marcolino Costa, que estavam responsáveis pela defesa de Rocha, renunciaram após ingressarem com recurso para que ele fosse julgado separadamente. O Cartório da 1 Vara Criminal informou o nome da possível nova advogada, mas ela não foi localizada.
O pai de Amanda, Luiz Carlos Rossi, afirmou que a expectativa da família é que ''justiça seja feita.'' ''Os assassinos não mataram apenas a minha filha, mas toda a minha família. Eles devem pagar por isso'', reivindicou Rossi, que será testemunha de acusação.
Amanda Rossi desapareceu no dia 27 de outubro de 2007, durante evento na Universidade Norte do Paraná (Unopar), no Jardim Piza (Zona Sul). O corpo dela foi encontrado dois dias depois na casa de máquinas da piscina da instituição.
Um ano depois, Dayane de Azevedo, Luiz Vieira Rocha e Alan Aparecido Henrique foram presos depois que uma testemunha relatou à polícia que a jovem teria confessado o crime. Logo no primeiro depoimento, Dayane admitiu participação e apontou Rocha e Henrique como executores do homicídio. Em juízo, ela alterou o depoimento e alegou que apenas presenciou o assassinato.

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