Acusados de matar Amanda Rossi são condenados
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sábado, 01 de outubro de 2011
Redação FolhaWeb 
Foram condenados na madrugada de hoje dois dos três acusados de matar a estudante Amanda Rossi. O crime ocorreu na casa de máquinas do campus da Unopar do jardim Piza, em Londrina, em outubro de 2007.
Por volta das 6h30 da manhã, após mais de 21 horas de julgamento, após o tribunal do júri condenar Alan Aparecido Henrique e Dayane de Azevedo por homicídio triplamente qualificado, a juíza da 1ª Vara Criminal, Elizabeth Khater, condenou Dayane a 23 anos de prisão e Alan a 21 anos, ambos em regime fechado. Já o terceiro acusado, Luiz Vieira Rocha, não foi julgado devido a um recurso impetrado no Tribunal de Justiça.
"Não matei a Amanda"
O clima durante o julgamento foi tenso. Em seu depoimento, Dayane de Azevedo negou qualquer participação no crime e disse que foi obrigada a assumir a autoria. O clima ficou quente entre a juíza e a ré durante o depoimento de Dayane. ''Os policiais falaram que matariam a minha família se eu não assumisse. Fiquei dois anos e nove meses presa sendo inocente'', declarou a jovem, que já havia sido retirada do Tribunal a mando da magistrada, pela manhã.
Estudantes, advogados, amigos da família e curiosos lotaram o Tribunal do Júri de Londrina durante todo o dia de ontem para acompanhar o julgamento. Sete homens integraram o júri.
A acusação ficou por conta da promotora de Justiça, Suzana Feitosa de Lacerda, e do promotor Marcelo Briso Machado. Em um primeiro momento, foi apresentado um resumo da ação acerca da morte da universitária. Os laudos do Instituto Médico Legal (IML) apontaram que a morte foi causada por asfixia em razão de esganadura.
O primeiro depoimento foi do pai da vítima, Luiz Carlos Rossi. Ele contou qual foi a rotina da família no dia do crime, que aconteceu durante uma festa que estava sendo realizada na instituição de ensino. Duas amigas de Amanda também prestaram depoimento. Outro vídeo apresentado foi o da ex-professora da instituição Denise Madureira. Mais detalhes sobre os depoimentos você confere na edição de hoje da FOLHA.


