Londrina - O juiz da 5ª Vara Criminal de Londrina, Paulo César Roldão, deferiu o pedido de liberdade provisória dos irmãos Kléber e Carlo Keith Barroso Cavalca. Eles estavam presos preventivamente desde o dia 3 deste mês, acusados pelo Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa) de serem responsáveis por um banco de ossos clandestino em Londrina. Eles foram soltos na noite de segunda-feira.
Segundo o advogado Gabriel Bertin, que conduz a defesa em conjunto com o escritório dos advogados Omar José Baddauy e Renan Baddauy, o juiz entendeu que não havia mais a necessidade de manter os irmãos Cavalca presos porque não ofereciam risco de fuga, periculosidade ou de inconveniência na instrução no que se refere à produção de provas. Sobre o processo, o advogado afirmou que não poderia falar mais porque corre sob segredo de justiça. Bertin afirmou que passar esse tempo na prisão gerou abalos emocionais nos acusados. "Eles só queriam voltar para a casa e encontrar com a família", destacou.
O gerente da Vigilância Sanitária de Londrina, Rogério Lampe, destacou que as fiscalizações junto a consultórios clínicas odontológicas continuam na cidade. Já foram realizadas cerca de 200 vistorias das mil previstas até o fim deste ano, no entanto ainda não foram encontradas provas que liguem consultórios ou clínicas às aquisições do banco de ossos clandestino. Ele informou ainda que a Justiça autorizou o descarte do material biológico apreendido durante as ações -
16 cabeças de fêmur, 89 frascos com pedaços de ossos, entre outros.
A assessoria de comunicação da Polícia Civil afirmou que a soltura da dupla não interfere no andamento do processo. O promotor de Defesa de Saúde Pública de Londrina, Paulo Tavares, informou ontem à tarde que o inquérito ainda não havia chegado às suas mãos.

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