Campo Grande, 05 (AE) - Os cinco líderes sem-terra presos desde o dia 28 na Cadeia Pública de Nova Andradina, a 292 quilômetros de Campo Grande, sob acusação de liderar a depredação da sede da prefeitura de Angélica, no interior, foram transferidos hoje para o Instituto Penal, na capital. A transferêcia foi solicitada pela juíza da cidade, Eliane de Freitas Vicente, ao juiz-corregedor dos presídios no Mato Grosso do Sul, Gerardo de Souza, que deferiu o pedido. Os presos mantém a greve de fome iniciada na segunda-feira.
Em seu despacho, a juíza Eliane Vicente alegou que os presos - o vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Paulo César Faria e os líderes do acampamento de sem-terra Antônio Castilho dos Santos, Antônio Pedrini, Arnaldo Urbino da Silva e Olavo Oliveira Maia, estavam detidos em um presídio com pouca segurança. E assinalou que há três dias cerca de 300 sem-terramantinham-se acampados em frente a cadeia onde estavam os líderes do movimento. Os cinco são acusados de liderar um grupo de 600 sem-terra que depredou o prédio da prefeitura municipal de Angélica, no final do mês passado, quando tentavam ser recebidos pela prefeita da cidade.
Segundo a procuradora-geral da Defensoria Pública, Nancy Gomes de Carvalho, a prisão preventiva do grupo é ilegal, uma vez que eles são acusados de crimes afiançáveis. Ela já ingressou com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do MS, cujo mérito será julgado na próxima quarta-feira. Nancy Carvalho pretende entrar, amanhã (06), com outro pedido de habeas corpos, visando a liberdade dos acusados, no Supremo Tribunal Federal.

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