Curitiba- Outros dois réus acusados de integrarem suposto grupo de extermínio, que teria envolvimento em, pelo menos, sete homicídios, foram beneficiados com a extensão de habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 21 de novembro, ao policial militar Jean Adam Grott. A decisão do STF foi divulgada ontem.
Ao todo, 17 réus respondem ao mesmo processo-crime. Pelo menos, quatro deles, inclusive Grott, continuam presos por acusações em outros processos. As prisões aconteceram em 2002.
A decisão anunciada ontem beneficia os réus Sebastião Alves do Prado e Ananias Oliveira Camargo, que não haviam sido citados na decisão proferida em novembro. Prado poderá aguardar júri popular em liberdade. Já Camargo, segundo informações do cartório criminal de Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba, responde a outros dois processos por homicídio e não deverá ser solto. O cartório aguardava comunicação oficial pelo STF para expedir os alvarás de soltura.
O STF reconheceu que houve equívoco no caso de outras duas pessoas citadas no processo que seriam beneficiadas pelo habeas corpus. O ministro relator, Marco Aurélio, explicou, por meio da assessoria de imprensa, que D.M. e E.S.C. não fazem parte do pólo passivo da ação penal, pois não foram presos e nem pronunciados e, por isso, não teriam direito ao benefício.

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