Acusados de contrabando são interrogados em Foz
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sexta-feira, 08 de novembro de 2002
Alexandre Palmar<BR> Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu - A Polícia Federal começou a ouvir ontem os seis homens presos sob acusação de pertencerem a uma forte quadrilha de falsificação e contrabando de cigarros, lavagem de dinheiro e sonegação final. O esquema, desmontado numa operação simultânea em quatro estados brasileiros, distribuía cigarros para todo o País.
Os detidos foram deslocados de quatro cidades para Foz do Iguaçu, onde está centralizada a coordenação da Operação Nicotina. Preso em Ribeirão Preto (SP), o pecuarista Dalton de Paula Freitas Filhos chegou ontem à fronteira. Ele seria sócio dos empresários João Cezar Passos e João Carlos Minosso (ambos presos em Foz) numa fábrica de cigarros no Paraguai.
Ontem, a PF anunciou a prisão de José Luis do Amaral, de Guaíra, que seria responsável pela movimentação financeira do grupo. Assim como ele, estão na fronteira Mario Augusto Passos (irmão de João Cezar), preso em Guaíra, e Luis Carlos Rando, detido em Eldorado. Todos estão na delegacia e serão encaminhados à cadeia pública após prestarem depoimentos.
O delegado-chefe da PF em Foz, Joaquim Claudio Figueiredo Mesquita, evitou reproduzir o teor dos interrogatórios porque os inquéritos estão sob segredo de Justiça.
O grupo é acusado de fabricar cigarros da marca Derby, transportá-los em fundos falsos de caminhões tanques até Eldorado, na região fronteiriça com a paraguaia Salto del Guayrá, depois distribuir a mercadoria no país. Os acusados tiveram apreendidos carros de luxo, documentos e computadores e um avião bimotor.


