Acusados de assassinar grávida são achados mortos na cadeia
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sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Bruna Quintanilha<br>Equipe Bonde 
Apucarana - José Adriano Silva Neto, de 23 anos, e Fabiano Lino de Souza, de 22, acusados de matar e atear fogo em uma grávida de 17 anos, foram encontrados mortos na manhã de ontem, no Setor de Custódia Provisório de Apucarana (Norte-Centro). De acordo com o delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial, José Aparecido Jacovós, a dupla dividia uma cela separada dos outros detentos em um anexo da delegacia.
Para a polícia, os dois cometeram suicídio. "Eles foram vistos pela última vez no final da tarde de quarta, pelo policial que faz a entrega da comida. Nesta manhã (ontem), quando um outro agente foi verificar as celas encontrou os dois enforcados", explicou Jacovós.
O local onde os corpos foram encontrados tem câmeras de segurança. A Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná informou que uma sindicância deve ser aberta pela Polícia Civil para averiguar a situação. Uma perita do Instituto de Criminalística de Londrina esteve na prisão.
A dupla estava presa em uma cela isolada desde segunda-feira. De acordo com o delegado, eles confessaram ter assassinado uma adolescente de 17 anos, que estava grávida de um menino havia oito meses. A garota, que morava com a avó em Jandaia do Sul (Região Metropolitana de Maringá), foi estrangulada, espancada e teve o corpo carbonizado. Silva Neto seria o pai do bebê e havia pedido para a jovem abortar a criança. Como ela teria se recusado, foi assassinada.
Segundo depoimentos, eles incineraram o corpo da vítima pois os dois planos anteriores de ocultar o cadáver falharam. Primeiro, eles teriam tentado jogar o corpo no Rio Bom, mas o nível da água estava baixo. Em seguida, planejaram enterrar, porém não conseguiram escavar a terra firme. (Colaborou Celso Felizardo/Reportagem Local)


